Av. Princesa Isabel, 15 - Centro - Vitória/ES (27) 3211-1726

Confira as principais Notícias EMpresariais

Votação de novo teto do Simples pode ocorrer ainda em 2026, afirmam deputados

Publicado em 06 de novembro de 2026

Deputados federais defenderam, em reunião realizada nesta quarta-feira (4), a votação ainda em 2026 da proposta que atualiza os limites de faturamento do Simples Nacional. No encontro, realizado na sede da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), os parlamentares discutiram um reajuste escalonado para reduzir o impacto fiscal. A negociação ainda não altera os limites usados pelas empresas para se enquadrar no regime. 

O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, afirmou que há compromisso do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avançar na votação em novembro. A expectativa foi apresentada pela CACB em comunicado publicado após a reunião. O relato não informa uma data de votação já marcada.

 

Quais limites estão sendo discutidos

A proposta defendida pela CACB busca elevar o limite anual de receita bruta das microempresas de R$ 360 mil para R$ 870 mil e o das empresas de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões. Uma das alternativas discutidas é distribuir o reajuste por 2027, 2028 e 2029, em vez de aplicar toda a correção de uma vez. 

Enquadramento Limite atual Valor defendido pela CACB
Microempresa R$ 360 mil por ano R$ 870 mil por ano
Empresa de pequeno porte R$ 4,8 milhões por ano R$ 8,7 milhões por ano
 

Esses valores representam a posição da entidade na negociação. A distribuição do aumento em cada ano depende do texto que vier a ser aprovado. 

 

Impacto fiscal é um dos pontos da negociação

Hugo Motta já havia anunciado, em 14 de outubro, a intenção de levar o reajuste do Simples ao Plenário até o fim do ano. Na ocasião, explicou que a atualização dos limites das empresas tem impacto orçamentário maior que o reajuste do MEI e que não havia previsão orçamentária para a medida. Segundo a Agência Câmara, os debates continuariam na comissão especial presidida pela deputada Any Ortiz, com relatoria de Goetten. 

O escalonamento discutido agora procura viabilizar esse acordo fiscal. Para as empresas próximas do teto, a definição pode influenciar o planejamento de faturamento e de enquadramento dos próximos exercícios. Para os escritórios contábeis, porém, o planejamento deve continuar usando os limites vigentes, enquanto o Legislativo discute valores, transição e início dos efeitos.

 

O que falta para a mudança valer

O PLP 108/2021 está sujeito à apreciação do Plenário da Câmara e tramita em regime de urgência. Essa condição permite acelerar a análise, mas não equivale à aprovação do aumento. As empresas precisam acompanhar o texto aprovado e a conclusão da tramitação antes de considerar novos limites em suas decisões.

Fonte: Contábeis


Voltar a listagem de notícias

Venha fazer uma parceria de Sucesso! Encontre em nossa empresa tudo o que precisa.

Redes Sociais

Conheça e siga nossos canais. Interaja, fale conosco pelos nossos perfis e saiba de todas as novidades.